STGO1: Santiago Catastrófico

O trajeto busca evidenciar os fenômenos telúricos que em alguma medida deram forma e deixaram marcas na cidade e na história de sua gente, mediante a visita a três lugares emblemáticos: o Teatro Municipal, a Igreja São Agustín e o atual pátio do antigo Congresso Nacional. Os incêndios e os terremotos têm formado o caráter da cidade e seus habitantes a través da história e o trajeto pretende mostrá-lo através de visitas a lugares onde esses fenômenos deixaram sua clara impressão.

STGO2: Santiago Literário

Um recorrido pelo Santiago que os escritores e poetas plasmaram em algumas de suas mais notáveis obras: os lugares que amaram, viveram, mataram e morreram. Começando com a casa “La Chascona” (“A Despenteada”) de Pablo Neruda no antigo Bairro da Chimba, em Santiago. Essa é a terceira propriedade do poeta, localizada no alto da Rua Márquez de la Plata. A continuação do trajeto passa pela Alameda das Delicias que Luís Orrego Luco retrata nas páginas iniciais da sua obra “Casa Grande”. Depois, caminhando pelo “Paseo Ahumada” do poeta Enrique Lihn, chegamos ao velho prédio do Hotel Crillón, um lugar quase mítico na literatura urbana: não é só o principal cenário da novela “La Chica Del Crillón” de Joaquín Edwards Bello e do filme homônimo do diretor Jorge Délano, mas também é o lugar desde onde saiu a furiosa poetisa María Luisa Bombal para atirar contra Eulogio Sánchez com quem tinha problemas amorosos. Também no Hotel Crillón outra escritora teve êxito em atentar contra a vida de seu amante: María Carolina Geel assassinou com cinco tiros á Roberto Pumarino Valenzuela, no meio do abril do 1955 justamente no salão de chá do hotel.

STGO3: Bairro Brasil: Imigração e povoamento

O Bairro que surge ao redor da Praça Brasil, e a avenida homônima como seu eixo principal, constituiu o antigo limite oeste da cidade. O Bairro Brasil guarda as maravilhas e vilezas de uma sociedade que começa a mudar com a chegada do século XX. Por exemplo, a bela Igreja do Precioso Sangue, obra do arquiteto italiano Eusebio Chelli, além de seu convento, do lado da Praça, nem sempre foram habitados por religiosas que se enclaustraram por vocação: neste recinto esteve “internada” contra a sua vontade Teresa Wilms Montt por “sentir tanto e pensar muito”, até que o intempestivo poeta Vicente Huidobro a retirou dali para levá-la a Buenos Aires, Madri, Londres, Nova York e Paris, onde ela obteve fama como escritora e poetisa.

STGO 4: O traçado original

Desde que Alarife Gamboa, com as instruções de Pedro de Valdivia, traçou “com regra e cordel” as ruas e quadras da cidade em fevereiro de 1541, muitas coisas ocorreram. Agora, os principais edifícios já não estão só ao redor da Praça de Armas e, inclusive, a Praça têm mudado bastante. O recorrido começa no lugar da fundação, onde visitamos a Catedral e se mostram os edifícios históricos pertos da Praça de Armas. Posteriormente, caminhamos ao atual “Bairro Cívico” em que se concentram os edifícios públicos e as principais instituições do país. Se indica o empraçamento do antigo Congresso Nacional, mencionando os usos anteriores do lugar, os Tribunais de Justiça, o antigo edifício do jornal El Mercurio, a Praça da Constituição, os Ministérios, o antigo Hotel Carrera e, finalmente, o Palácio de Governo La Moneda.

STGO5: Os Passeios populares na Quinta Normal

Desde se estabelecimento em 1840, primeiro como um centro de experimentação agrícola e jardim botânico, e depois como um concorrido espaço para atividades culturais, a Quinta Normal é um lugar onde os santiaguinos visitam os museus ou simplesmente passeiam por ela. Hoje, a Quinta Normal tem cinco museus, dois centros culturais, um hibernáculo, um consultório de saúde, um campus universitário de medicina, uma lagoa, pistas de patinagem, tênis e futebol, uma piscina municipal e até uma tenda de circo. Neste bairro, que limita com o Bairro Yungay, tem também o santuário e gruta de Lourdes, o santuário Cristo Pobre, as antigas bodegas de aprovisionamento do Estado, a atual Biblioteca de Santiago, o Centro Cultural Matucana 100, o Museu da Solidariedade Salvador Allende, o Museu Pedagógico e várias passagens e pequenas ruas consideradas “zona típica” pela sua arquitetura.

STGO6: O Cerro Santa Lucía.

A través de um divertido trajeto pelo Morro de Santa Lucía –chamado Huelen pelo povo mapuche– vamos revisando os momentos mais importantes e relatando a biografia de seu arquiteto principal, aproveitando de derrubar diversos mitos sobra a fundação da cidade. Ali a gente observa as grandes escadas da praça Netuno, o antigo escudo espanhol destinado à Casa de Moneda, as praças onde estiveram as fortificações espanholas e uma série de monumentos e esculturas interessantes como as cidades de Caracas e Buenos Aires, a estátua de Caupolicán de Nicanor Plaza, a Ermita onde descansam os restos da família de Benjamín Vicuña Mackenna, o canhão que indica o meio-dia em Santiago entre outras senhas e marcos da história da capital. Por exemplo, tem também a homenagem aos “dissidentes” cujos cadáveres eram colocados no setor oriente do morro nos tempos em que a Igreja não aceitava heréticos em seus cemitérios. A antiga Fortaleza Hidalgo, agora convertida em um centro de eventos, é o lugar onde esteve o primeiro observatório astronômico na região.

STGO7: O Bairro Yungay e os intelectuais

A formação deste bairro ao redor da Praça Yungay se remonta á década de 1840-50, mesmo que a atividade na zona seja antiga e esteja associada ao tráfico do velho caminho real a Valparaíso, que corresponde á atual Rua São Paulo, o bairro é considerado o primeiro que foi planificado fora do traço da fundação da cidade e foi ocupado por distintos grupos sociais, mas os que deram a ele sua marca particular foram os científicos e intelectuais que começaram a trabalhar na Quinta Normal. Além da Praça do Roto Chileno, é possível ver a igreja de São Saturnino –o patrono dos terremotos–, a casa de Ignacio Domeyko e também as famosas paisagens e cités das Ruas Hurtado Rodríguez, Lucrecia Valdés e Adriana Cousiño.

STGO8: Bairro Dieciocho: Os Mineiros e seus Palácios

O Bairro Dieciocho foi um dos bairros mais elegantes que teve a cidade, e hoje continuam ali muitas das grandes casa como as da família Ochagavía, Irarrázabal e Iñiguez, a Igreja de São Ignacio e o Palácio Astoreca. Neste último se instalaram os grupos mais privilegiados da povoação de Santiago. Pela cercania com o centro comercial, o bairro terminou sendo a morada preferida da classe alta urbana que começou a se mudar na década de 1860. Hoje é possível visitar o Palácio Cousiño, uma das residências mais notáveis do setor, ricamente adornada e que foi ocupada pela família minei até alguns anos atrás. Também se pode ver o Clube Hípico, centro de diversões da aristocracia santiaguina e onde hoje se realiza parte importante da atividade hípica do país.

STGO9: Parque Forestal: História e Arte

O quase centenário Parque Florestal se estende da Praza Itália até a antiga Estação Mapocho, hoje convertida num grande centro de atividades culturais. A Praza Itália está no extremo oriente de um grande conjunto de monumentos, como a mencionada Estação Mapocho, o Museu de Belas Artes, o Museu de Arte Contemporâneo, o monumento doado por França, a fonte doada pela Alemanha, o monumento italiano e a nova Estação Pirque. Todos eles, excetuando a Estação Pirque, ainda estão no Parque. Por volta de 1920, Guillermo Renner, engenheiro e paisagista, vai dar por finalizada sua construção. Com o passo do tempo se instalaram no Parque Florestal novas estátuas e monumentos em homenagem a Rubén Darío, Arturo Prat, Tomás Cochrane e Manuel Blanco Encalada. Também há monumentos a Abraham Lincoln, aos escritores e jornalistas da Independência, a Manuel Magallanes Moure, Bartolomé Mitre e Cristóbal Colón. No lado do Parque se criou um pólo de atividades culturais e artísticas em um já consolidado bairro residencial, perto de galerias de arte, livrarias, bares, cafés e restaurantes.

STGO10: Santiago Histórico Cultural

O recorrido pelos principais marcos da histórica da cidade começa em um lugar próximo ao sítio de fundação –a atual Praça de Armas– com uma breve apresentação de seu crescimento a partir dos planos históricos que ali se encontram. Depois mostramos o empraçamento dos primeiros edifícios e sua utilização atual, para depois visitar a Catedral de Santiago. O passo seguinte são os jardins do antigo Congresso Nacional e as residências da vereda norte da Rua Catedral, dentre as quais é preciso mencionar as casas García de La Huerta, a casa Huneeuds e o Palácio Edwards, atual sede da Academia Diplomática do Chile. Ao sul do edifício do Congresso está a Plazoleta Montt-Varas e os edifícios dos Tribunais de Justiça que incluem a Corte Suprema, o velho edifício do jornal El Mercurio no oeste e no este, o edifício do Museu de Arte Precolombiano, construído em 1805 pra albergar ao Palácio de La Real Aduana durante a administração colonial. Quando retomamos nosso caminho pela Praça, se observa os edifícios do Portal Fernández Concha e o Palácio do Arcebispado. Ao Sul por Ahumada transitamos por uma das principais ruas da cidade, convertida em passeio de pedestres nos anos 70, onde estão as lojas mais importantes, o Banco do Chile, o antigo Hotel Crillón, e quando dobramos pela Rua Bombero Ossa é possível ver o lugar onde esteve o primeiro cinema da cidade e também o primeiro lugar de emprazamento da Pontifícia Universidade Católica do Chile. No oeste chegamos pela Rua Agustinas ao lado norte da Praça da Constituição, passando frente ao Banco Central do Chile. Na Praça da Constituição podem-se observar o edifício do jornal La Nación, o antigo Hotel Carrera, o Ministério de Economia, o Palácio de La Moneda, o edifício da Intendência Metropolitana, o Ministério do Trabalhoe os monumentos em homenagem aos Presidentes Allende, Alessandri e Frei, além da estátua de Diego Portales. Cruzando a praça e possível passar por meio do Palácio de La Moneda –que é a sede do poder executivo e a casa de governo– até a explanada da Praça da Cidadania. Dali pode-se observar a fachada sul de La Moneda, os edifícios públicos do Bairro Cívico e as estátuas de Arturo Alessandri Palma, José de São Martín, Bernardo O’Higgins e do General Manuel Bulnes. O circuito termina com a visita ao Centro Cultural Palácio de La Moneda.